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O
câncer de mama ainda não pode ser
previnido, mas, felizmente, é possível
seu diagnóstico em fase inicial, permitindo
tratamentos cada vez mais conservadores e muitas
vezes a cura total da doença. Além
do auto-exame e consultas periódicas
ao ginecologista, o único método
de imagem aceito para o rastreamento é
a MAMOGRAFIA . Em alguns casos pode ser complementada
pela Ultra-sonografia ou pela Ressonância
Magnética.
As mulheres sem risco aumentado para câncer
de mama e sem sintomas devem fazer o primeiro
exame de rastreamento entre os 35 a 40 anos
de idade, chamado “exame de base”,
que deverá ser bem guardado, pois servirá
para comparação aos exames futuros.
Dos 40 aos 50 anos, mamografia anual ou a cada
2 anos. Já as mulheres com altíssimo
risco devem realizar seu primeiro exame 10 anos
antes da idade em que a mãe ou irmã
tiveram o diagnóstico de câncer
e repetí-lo anualmente, bem como as que
já foram submetidas a cirurgia por câncer
de mama ou a biópsias que demonstraram
células atípicas.
PRETENDENDO ENGRAVIDAR
É prudente consultar o ginecologista
para avaliação clínica
das mamas. Serão analisadas alterações
palpáveis, condições dos
mamilos e orientações importantes
para a amamentação. Geralmente
a constituição das mamas jovens
ou que ainda não amamentaram é
predominantemente glandular, o que pode dar
um aspecto granuloso à palpação,
gerando dúvidas. Neste caso, geralmente
a Ultra-sonografia é solicitada, possibilitando
o tratamento de eventuais alterações
antes da gestação.
GRAVIDEZ E AMAMENTAÇÃO
É conhecido o benefício da amamentação
em reduzir o risco do câncer de mama.
Esta condição induz o amadurecimento
das glândulas mamárias, tornando
as células mais “estáveis”,
menos suscetíveis ao desenvolvimento
do câncer. Sendo assim, quanto mais precoce
for a amamentação e maior o número
de filhos, maior será este efeito “protetor”.
No entanto, é um erro pensar que a amamentação
precoce e prolongada impede o surgimento do
câncer. É fundamental prosseguir
com os exames preventivos indicados por seu
médico.
Durante o período de gravidez, as glândulas
mamárias sofrem modificações
como aumento de volume e endurecimento, muitas
vezes gerando dúvidas ao exame físico
quanto à presença de nódulos.
Nestes casos, o obstetra pode solicitar exames
como a Ultra-sonografia ou mesmo uma Mamografia.
O exame mamográfico torna-se mais limitado
nestes períodos. As imagens obtidas tornam-se
mais “opacas” devido à maior
densidade glandular, mesmo assim, este exame
pode ser muito útil para detecção
precoce do câncer de mama por detectar
microcalcificações e poderá
ser solicitado mesmo no período da gravidez.
A Ressonância Magnética também
poderá ser usada caso a Mamografia ou
a Ultra-sonografia não esclareçam
os sintomas.
Dra. Giovanna Beatriz Pitaki CRM 9026 |